Escreveu, não leu: o pau comeu, 2020

Escreveu, não leu: o pau comeu, 2020
(co-autoria de Luiza Coimbra)

Performance

Museu de Arte do Rio (MAR)

Escreveu, não leu: o pau comeu, 2020

(co-author Luiza Coimbra)

Performance

Museum of Art in Rio (MAR)

Escreveu, não leu: o pau comeu, 2020
Escreveu, não leu: o pau comeu, 2020
Escreveu, não leu: o pau comeu, 2020
Escreveu, não leu: o pau comeu, 2020

As duas artistas, posicionadas de um lado e de outro do vidro da biblioteca do MAR (Espaço Orelha), empreendem sobre a superfície translúcida um exercício de cópia, de repetição escrita. A primeira artista escreve e reescreve ao longo de todo o vidro a frase "Escreveu, não leu: o pau comeu“ utilizando caneta de quadro azul. A segunda artista, do outro lado do vidro, contorna as letras já escritas - e espelhadas do seu ponto de vista - utilizando caneta de quadro vermelha; um exercício servil, mecânico, mimético e irrefletido.


Não por acaso, o ditado popular que denota coerção, obediência irrefletida, utiliza como lugar metafórico o ambiente escolar. O discurso contido na sentença “Escreveu, não leu: o pau comeu” expõe as duas facetas de um mesmo problema: um processo de aprendizado reduzido a ideia de obedecer regras e repetir modelos estabelecidos sem ponderar e uma sociedade subserviente, alheia a um posicionamento crítico .

The two artists position themselves by each side of the library´s glass door in the Museum of Art in Rio. Over the translucid platform, one artist starts the exercise of writing repeatedly the famous Brazilian expression/idiom “escreveu, não leu: o pau comeu” that conveys the
idea of unreflected obedience, coercion, while the second copies that mirrored handwriting from the other side of the glass, mechanically, mimetically.


In its interface with education, this performance aims to provoke thoughtfulness on the issue of education being understood as a learning process based on purposeless repetition and following of certain rules.

Fotografias: Rudolf Kurz